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quarta-feira, 26 de setembro de 2012

POVO DÁGUA

A linha D'água, nas giras de Umbanda, geralmente se manifesta para purificar e energizar os filhos de santo e assistência.
A manifestação é rápida. Não falam, e em suas danças sempre se movimentam com gestos que representam seus domínios.
A incorporação de Yemanjá, é bastante serena, e sempre movimentam os braços lentamente como se estivessem abrindo caminho entre as ondas do mar.Ao contrário de Iansã, que como uma grande ventania é agitada e sempre movimenta os braços para cima, expulsando os eguns.
A linha d'água ainda traz Oxum e Nanã.
Oxum das cachoeiras e lagos, e Nanã Boruquê das águas lodosas e barrentas.
A linha d'água representa o ciclo da renovação. Essas entidades, como as águas, levam as energias negativas, e nos devolvem fôlego renovado e purificado.
Por isso, quando fizer alguma oferenda no mar, lembre-se: O mar leva, mas também trás, portanto se quiser receber flores, antes de mandá-las ao mar, tire os espinhos.

A gira de Baianos

"Meu santo é forte Caboclo do Norte,Que só faz o bem,Só quer ajudar,Não faz mal a ninguém,É flecha encarnada,
mãe santa me deu..."


Caboclo do Norte, a gira de Baianos nada mais é do que a alegria de um povo que foi e é sofrido mas que não perde a esperança por possuir uma fé inabalável e uma experiência em lidar com problemas que fazem os nossos parecerem brincadeira.

Como encarar a vida e seus problemas com entusiasmo e alegria?
Pergunte a uma entidade da Gira de Baianos.
Sem a menor dúvida, a gira mais festiva e alegre da Umbanda.


Desprendida, descomplicada, um alto astral e uma vontade imensa de resolver as "coisas do coração" , verdadeiro obstáculo do ser humano.
Porque é nas coisas do coração que se encontram as soluções para todos os outros problemas.
Cansei de presenciar estas magníficas entidades desviarem assuntos relacionados a trabalho, dinheiro, ou qualquer outro problema para perguntar sobre as coisas do coração, no livro "Carma" enfatizo esse comportamento curioso, pois o impressionante é que realmente estes problemas existiam e eram o que realmente estava atrapalhando. Sanado estes problemas de relacionamento, os demais acabavam como que por mágica


Água de coco, batida de coco, uma "branquinha", e a tradicional farofa, com acarajé, um peixe, ou qualquer coisa que só de sentir o cheiro nos remete a mágica Bahia de todos os santos.

Caboclos de Oxossi

Provavelmente a mais popular gira de Umbanda, a dos Caboclos de Oxóssi, os índios brasileiros verdadeiros donos desta terra, que não diferente dos Negros escravos, também foram vítimas da perseguição dos que se diziam "civilizados"

A Umbanda, enquanto mistura  de diversas culturas religiosas, agregou também a ameríndia e recebe na Gira dos Caboclos estes espíritos de índios que foram pajés, caciques, caçadores, e possuíam uma fé inabalável em Tupã, Deus Supremo.
Os Caboclos trouxeram para a Umbanda toda a magia dos Pajés, a a defumação pelos charutos e cachimbos,e o  poder milagroso das ervas.


Na hora de nosso desespero, um meio a diversos problemas do cotidiano atual, o que poderia ser melhor do que se deparar com um espírito de um Cacique sábio, envolto a seus hábitos, o cheiro da erva que segura e da fumaça dos seus fumos?? Ouvir os sábios conselhos nesta hora parece ser mesmo um presente de Tupã.

É bom sempre lembrar que, quando falamos Caboclo, se entenda Caboclo ou Cabocla, pois lá estão também estas guerreiras,  caçadoras, as nossas Juremas e Jupiaras, índias com todos os méritos até agora descritos.


texto repassado por carlos do ogum